Sábado, 30 de Novembro de 2019

DEMOCRACIA - DEMOKRATÍA (Δημοχρατία)

Demokratía.jpg

DEMOCRACIA - DEMOKRATÍA (Δημοχρατία)

 

Podres democracias são assim
E em tais países como o nosso!...
Acordem e respondam por mim,
Porque gritar mais já não posso!...
E tal banco ficará mais podre,
Na espera de quem o sentar...
Não sobrará qualquer cobre
Para quem fique a mendigar!
... Mas há quem se vá sentando,
Por hemiciclos de bom sustento,
Ficando por ali e grasnando,
Em promessas de esquecimento!
São muitos, tantos democratas,
Políticos e quem os apoia;
Enquanto uns andam de gatas,
Outros cobrem-nos de poia...
E, poucos havendo quem refile,
Muitos se entregando a Deus,
Passivos, seguindo no desfile
E tropeçando em passos seus!...
E, se engordam à nossa conta,
Bem que andam rechonchudos,
Em contas de grande monta
E por festas de pançudos!...
O povo, esse apanha as canas,
Dos foguetes e que pagaram,
Afagando as vestes dos sacanas
E que as suas sempre cagaram...
E ainda a procissão vai no adro,
Enquanto o padre no andor,
É tão lindo este quadro
E feito com tanto ardor!...
Ah, gente, que vai navegando o rio,
Talhando esse seu caixão...
E não querendo aceitar o frio
De quantas lágrimas e a razão!...
Democracia, tal sublime doutrina,
Helénico popular domínio,
Anda de novo em surdina
E por travessas do declínio!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2019

AGONIAS

 

Agonias.jpg


AGONIAS



Levanto-me e corro à porta,
Sem saber o que fazer,
Num frio da noite, que corta
E numa agonia de morrer.

 

Oiço crianças a chorar,
Seres tremendo de frio,
Sem nada pra mastigar
E sem água a correr no rio.

 

Oiço bombas a cair,
Vejo ruas com escombros,
De tantas casas a ruir.

 

Dá-me vómitos ver corridas,
Crianças levadas aos ombros,
Em sangue, de tão feridas…

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2019

"Esta verdade... Este ópio, esta vida"

Esta verdade... Este ópio, esta vida.jpg

https://www.chiadoeditora.com/livraria/esta-verdade-este-opio-esta-vida

"Esta verdade... Este ópio, esta vida"

Vendas no website da Chiado Editora:
https://www.chiadoeditora.com/livraria/esta-verdade-este-opio-esta-vida
A obra foi apresentada às livrarias do comércio tradicional e aos grandes grupos comerciais (Fnac, Sonae, ECI, Bertrand, Sonae, Almedina, Auchan, Bulhosa, entre outros).
Foi também enviado para os seguintes pontos livreiros:

Clube Literário Chiado
Avenida da Liberdade, 180, piso -1, Loja F, Tivoli Forum
1250-146 Lisboa

Livraria Papelaria 115
Rua da Moeda, nº 32
3000-300 Coimbra

Livraria de José Alves
Rua da Fábrica, n.º 74
4050-246 Porto

Livraria Esperança
Rua dos Ferreiros, 119
9000-082 Funchal

Livraria Graça
Rua da Junqueira, n.º 46
4490-519 Póvoa do Varzim

Livraria Lusíada de Libânio Jorge
Rua Teófilo Braga nº 110
8900-333 Vila Real de Santo António

Livraria Oswaldo Sá
Rua 25 de Abril, 435
4710-913 Braga

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GOVERNO E DESGOVERNO

 

Recolha de lixo I.png

GOVERNO E DESGOVERNO

 

Pudesse eu governar
E a outros tirar governo,
Os políticos iriam grasnar
No profundo do Inferno...

 

Neste país de ladrões,
Em que tudo é permitido,
Comem e bebem, charlatões
E o povo é que sai fodido...

 

Só duvida quem puxa carroça,
Servindo de boi, calmamente
E sempre na mesma foça...

 

Mexam essas ferraduras,
Dêem coices, minha gente,
Espezinhem as cavalgaduras!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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Terça-feira, 26 de Novembro de 2019

AI, O AMOR!...

 

Não será fácil.jpg

AI, O AMOR!...

 

Ai, o amor, essa sensação de ardor,
Esse chamamento e quanto eterno,
Que nos flameja, em tal esplendor
E mais que chamas de qual inferno!...
Nos devora e numa tal sofreguidão,
Nos dilata, ou derrete sentimentos,
Nos clama a perder qualquer razão,
Afogados em oceânicos momentos...
Ai, o amor, haja quem compreenda
Toda essa força, nesse seu rebentar,
Haja cordas, amarras, que o prenda,
Para ficar e sem saber como amarar!...
Amor, amor, quanto mais que amor,
É saber não esticar demais a corda,
Prendê-lo em ternos laços e primor,
É amar tudo o que outro não acorda...
Amando esse alguém na plenitude,
Na mais perfeita simbiose do saber,
Desculpar as fraquezas e tal atitude,
Por sabores que a vida tão oferecer!...
Amor, não é só amor, é o saber amar,
É não criar, pelo caminho, qual vazio,
É saber dar e receber, saber perdoar,
Navegando as ondas e no pior navio;
Saber acender uma luz na escuridão,
Na débil cera de círio e ténue pavio,
Deixando para trás quanta confusão
E semeando o amor por chão bravio...
Amor, a suave luz de antigo castiçal,
Iluminando memórias dum passado,
Nos cândidos momentos de serviçal,
Penumbras, no perpétuo recordado!...

 


( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2019

SONHOS DE EMBALAR

 

Sonhos de embalar.jpg

SONHOS DE EMBALAR

 

Esta noite, irei dormir,
Pelo menos vou tentar,
Tendo chuva para ouvir,
Sonhos pra me embalar...

 

Esta noite, vou ressacar,
Embebedar-me no som,
Desse soberbo trautear,
Da chuva e do seu dom...

 

Os pingos, cadência bela
E batendo-me ao estore,
Para entrar pela janela...

 

Naqueles seus encantos,
Melódicos, a quem adore
E alinhando pensamentos...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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Domingo, 24 de Novembro de 2019

MAIS QUANTOS QUE PARTEM

 

Mais quantos que partem.png

MAIS QUANTOS QUE PARTEM

 

Ei-los que partem,
De passaporte,
Pra onde seja...
Partem à sorte,
Só é preciso que se não veja!...
Partem e sem que voltem,
Em águas do que choram,
Deixando pra trás quem beijam,
Outros quantos na inveja,
Em toda esta despedida,
Pouco, ou nada, merecida,
Por quem assim os despeja!...
Mas partem, na incógnita,
Sem saber o que os espera,
Mas por aqui se desespera
Em vidas de pouca nota...
Vão em busca de futuro,
Do pão que o corpo pede,
Procurando um menos duro,
Enquanto nada os impede!...
Ei-los que partem, sem remorsos,
De quem tão mal os maltrata,
Tentando salvar os ossos
Do regimento que os mata...
Partem e como noutros tempos,
Enjeitados filhos duma nação,
Sem lhes questionar os lamentos,
Seja ela qual a razão!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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"EU CUIDADOR ME CONFESSO"

 

https://www.facebook.com/HumbertBaiao/videos/10212272246036408/

Acabei a leitura do livro "EU CUIDADOR ME CONFESSO", de Humberto Baião e que aconselho veementemente pelo descrito, em que nos conduz por vários caminhos, das mais diversas paisagens e abrindo-nos para as mais variadas questões e sempre na mais possivel reflexão naquilo para o qual quase nunca estamos preparados, talvez que por egoísmo, ou mesmo pensando que nunca será necessário... OBRIGADO, Humberto Baião; a Luisinha estará em paz e AGRADECIDA por esta eterna confissão!
( Manuel Nunes Francisco ©® )

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Sábado, 23 de Novembro de 2019

SINCRONIA VISUAL

 

Sincronia III.png

SINCRONIA VISUAL

 

Muito bela aquela sincronia,
Lado a lado e de mãos dadas,
Ela cega, vendo o que ele via
E imagens deveras prendadas...

 

E lá seguiam, heróis da tarde,
Por qual animada cavaqueira,
Na fugitiva noção da verdade
E nenhum tomando dianteira...

 

E ninguém diria da realidade,
Por tão perfeito sincronismo,
Passos feitos de romantismo...

 

Era o olhar duma sinceridade,
Movimentos bem estudados,
Passos em frente bem dados...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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A OBRA...

 

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