
ILUSÃO DE MATILHA
Sentam-se todos à mesa, os lobos,
Escolhendo logo os melhores lugares
E chegam os cães, levantando as patinhas,
Tentando ocupar um espaço, feitos bobos,
Lambendo as patas, nas calminhas,
Aos lobos, pensando serem seus pares!...
Coitados, recebendo ordens para as baixar,
Sendo a sina de quem acabou de chegar!...
Seja na demarcada hierarquia política,
Percorridas chefias do trabalho,
Recentes empresas em formação,
Supostos e uns reles construtores,
Não sendo nada nem ninguém,
Nem tendo nada na mão,
Talvez que só mesmo cascalho,
Ou mesmo a trampa que têm,
Como argamassa mais específica,
Mas já pensam que são alguém,
Pelos caminhos de onde vêm
E na mão agarrada de credores!...
Ah, pobres animais, não se deixem enganar,
Pois, cães, nunca se vestirão da mesma pele,
Quer andem ao lado de lobos e iguais caminhos
E só servindo para os engordar,
Tão-pouco passará de cão, por mais que se esfole,
Todo aquele aos seus lambidos espinhos!...
Manuel Nunes Francisco ©®
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