Terça-feira, 29 de Outubro de 2019

RECORDAÇÕES QUE FICARAM

 

Recordações que ficaram II.jpg

RECORDAÇÕES QUE FICARAM

 

Olhas o monte, em denúncias de outras vidas,
Percorrendo todo um passado...
Lá ao fundo, o ribeiro, das brincadeiras proibidas,
Em que tudo eram sonhos, sob sol amado.
Eram pedras e pedrinhas, que reinavam,
Debaixo de risos e buscas de um sentimento,
Formas, que ao corpo se adornavam
E que nunca passaram ao esquecimento.
Era o tempo das descobertas,
Do desabrochar para quanta vida,
Pelas águas, ou sombras e encobertas
E que nunca foram uma despedida...
Pelo contrário, ainda hoje sendo lembrança,
Tais quimeras, que sempre te acompanharam,
Como brinquedos, nas mãos de qual criança
E que nunca mais te abandonaram.
Vens à rua e olhas o infinito,
Esse espaço, que ainda hoje tentas ver,
No meio de uma lágrima, ou de um grito,
Mas que tanto e ainda mais, te dá prazer...
Nalguma força e que tanto te abraça,
Como alimento mítico e espiritual,
Rodeado de quanto a tua alma traça
E que noutra pessoa não seria igual.
Olhas as árvores que te rodeiam,
Lembrando as vezes que nelas te baloiçaste,
Naquele baloiço de corda, que te deram
E que por toda a vida te lembraste...
E ainda ouves o chilrear dos pássaros,
Tal como fazias, por esses teus recantos
E que ainda fogem aos teus reparos,
Ou te escutam, por entre os teus prantos.
Sentas-te, deslumbrando o vento que sopra
E esquecendo remoinhos de má sorte,
Numa fresca brisa, que ao corpo se dobra
E te volta a fazer sonhar, ainda mais forte...
No mais profundo desse monte
E escutando alguns cães que ladram,
Rebanhos, balindo, em direcção à fonte,
Ou os sinos da igreja e que dobram.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

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