TAIS DÚVIDAS
Tudo na vida é questionável... até a vida!
Ao longo da vida, questionamos a morte,
Indagamos a razão da boa e da má sorte,
Questionamos na certeza, na contradição
E pela qual não entendes a contrapartida,
Sempre que levanto alguma interrogação.
As dúvidas são o início de qualquer solução,
A luz pelo caminho de quem anda perdido,
O princípio do fim no seu profundo sentido,
O perfeito no meio de qualquer questão!...
Nesta tamanha e de quanta imperfeição,
Sinto-me perfeito... dono do meu conceito,
Na ilusão e no possível meu maior defeito...
Ou talvez, em mim, uma pesada confusão.
... Serei mais uma máquina da sociedade,
Corroída, comprada, escrupulosa vaidade,
Ou tanto ou quanto diferente dos demais...
Senão no errado percurso de tantos mais.
Nesta interrogação e demasiado pudica,
Fica-me a estagnação de mais incertezas,
Talvez de uma mente demasiado lúdica
E corrompida por outra de mais certezas.
À tanta e derrapante filosofia demarcado,
Fico-me, na vergonha da sociedade actual,
Em parcial esconderijo, meu ninho recatado
E para que não seja a tantos outros igual...
Porém, quem serei eu, para tal questionar
Os porquês do já demasiado interrogado!?
... Serei, talvez, mais um a observar o voar
De qualquer pássaro no infinito, planando
E desejoso de alcançar o destino do prazer...
Neutro ao que neste mundo anda a fazer!
( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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